terça-feira, 20 de agosto de 2013

REDAÇÃO PREPARATÓRIA PARA O ENEM 2013

Oficina de redação desenvolvida pelo Projeto FORMANCIPA, em parceria com o SERPAJUS, por Rosário Ribeiro e Zenon.
Visite e conheça melhor nossas propostas de trabalho: http://serpajus.blogspot.com.br/



Tema: Cidadania e participação social
O poder dos jovens na participação social
Em junho de 2013, quando estava acontecendo a Copa das Confederações, tivemos um exemplo de participação social de jovens iniciada nas grandes capitais do país. A primeira motivação foi o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, iniciando-se, assim, uma mobilização nacional nas redes sociais cujo lema foi “vem para a rua”. Mas será que sempre foi assim? Elas trouxeram transformações para a sociedade? Quais foram os seus benefícios e malefícios?
Para a sociedade brasileira as manifestações foram uma surpresa, pois, desde “os caras pintadas”, não havia uma mobilização popular em grande escala. Além da questão do transporte, outra insatisfação popular que gerou toda essa movimentação foi os gastos públicos para atender aos padrões exigidos pela FIFA, em detrimento ao atendimento das necessidades do povo. A partir disso, as reivindicações foram ampliadas para a saúde, a educação, a segurança e a reforma política para combater a corrupção, entre outras. Essa grande movimentação popular trouxe consigo dizeres adormecidos e reinventados: “o gigante acordou”, “verás que um filho teu não foge à luta”, “geração vinagre”, “não tem cura porque não sou doente”. Esses “slogans” serviram para demonstrar a criatividade, a capacidade crítica e o bom humor do brasileiro.
Pelo exposto, percebemos que não se pode fechar os olhos para os problemas da sociedade e nem desprezar o poder dos jovens, pois quando têm interesse e motivação podem fazer mudanças sociais. Dessa forma, são verdadeiros cidadãos que conhecem seus direitos e participam das transformações sociais, que já começaram a acontecer, como a aprovação do “programa mais médicos”, da redução das tarifas dos transportes públicos, revogação do “projeto de cura gay” e da PEC 37. Não podemos esquecer que além dos ganhos, tivemos também prejuízos ao patrimônio público pelos vândalos e aos direitos humanos, que, em alguns casos, foram violados pela repressão policial. (Turma do matutino)

Tema: Cidadania e participação social
O Cidadão em Ação

Não é de hoje que o Brasil é palco de manifestações para se obter mudanças sociais. Com o fortalecimento da democracia, aconteceram, por exemplo, movimentos importantes como as “Diretas já” e os “Caras pintadas”. Recentemente, as ondas de manifestações voltaram à cena com a mobilização dos jovens nas redes sociais, cujo estopim foi o aumento das tarifas do transporte público e o Movimento Passe Livre em São Paulo.
A expressão “o gigante acordou”, utilizada nas redes sociais, demonstrou que não só em São Paulo, mas em todo o Brasil, as pessoas foram às ruas em busca de mudanças, tais como: saúde, educação, transporte público e segurança. Além disso, os protestos foram contra a má utilização do dinheiro público e os altos custos na construção dos estádios para as copas.
É importante dizer que, a partir disso, não apenas os jovens, mas pessoas de todas as idades e classes sociais se uniram pelas mesmas causas, de forma apartidária. Essa união demonstra que os brasileiros tomaram maior consciência do poder de transformação que eles têm.
Contudo, uma minoria conseguiu atrair a atenção dos grandes grupos midiáticos com o seu vandalismo. Isso ressaltou o despreparo das forças policiais, que reprimiram com violência excessiva os manifestantes, muitos deles inocentes.
As manifestações surtiram efeitos positivos: redução da tarifa do transporte público, baixa da inflação, implantação do Programa Mais Médicos, redistribuição dos royalties do pré-sal, arquivamento da PEC 37 e início da discussão da reforma política. Tudo isso comprova que os jovens surpreenderam, fazendo valer seus direitos, saindo do comodismo, demonstrando vontade e interesse em protagonizar as mudanças necessárias.  (Turma do vespertino)


terça-feira, 21 de maio de 2013

Sabe o que é PEGADA HÍDRICA?

Posted: 20 May 2013 07:15 PM PDT
A Pegada de Água ou Pegada Hídrica é um indicador do uso direto ou indireto da água. Você usa água diretamente para beber, tomar banho, lavar as mãos, mas também de forma indireta, ao consumir artigos e serviços que utilizam água no seu processo de produção.
Assim, a Pegada Hídrica de um indivíduo, comunidade ou empresa é definida como o volume total de água doce que utilizado para produzir os bens e serviços consumidos pelo indivíduo, comunidade ou empresa. 
Em países muito pobres, como Etiópia, Bangladesh, Nigéria, o consumo de água é de 50 litros por pessoa/dia, enquanto que no outro extremo, em países ricos, como os Estados Unidos, esse consumo é de 570 litros
Veja, na tabela, quanto é usado de água para produção de alguns itens:
Essa água que não vemos quando gastamos, o volume de água que é gasto com um bem ou serviço é chamada de água virtual. Tal volume é medido a partir do volume de água consumido e/ou poluído, por unidade de tempo. Esse cálculo pode ser feito para um determinado produto, grupo de consumidores ou produtores e para um determinado local.
Veja na tabela que para produzir uma xícara de chá são usados 35 litros e para uma xícara de café 140. Imagine a economia de água se todos trocassem o café por chá...
Pensar em sustentabilidade dos recursos hídricos no mundo é pensar em diminuição do consumo e isso está diretamente ligado à redução da Pegada de Água.
A média global da Pegada de Água é de 1385 m3 ano/ pessoa. Mas o valor de cada país varia muito. Países muito populosos como China e Índia têm Pegadas de Água inferiores.

Veja gráfico abaixo
Clique na tabela para ampliar
O que fazer para reduzir a Pegada de Água?
Além das mudanças dos hábitos e padrões de consumo doméstico, é necessário rever o nosso sistema de produção agrícola. Ainda desperdiça-se muita água nesse setor. Diante disso, torna-se necessário o aumento da eficiência da utilização da água, com melhor aproveitamento da água da chuva e alterações no sistema de irrigação, assim como, diminuir o uso de agrotóxicos e fertilizantes. 
Outra medida é usar sabão e detergente que tenham pouco ou nenhum fosfato na sua composição. Isso porque o fosfato favorece a proliferação de algas nos rios, reduzindo o oxigênio para os peixes.
Recomendamos que visitem:

terça-feira, 26 de março de 2013

Textos de alunos publicados na Folha do Meio Ambiente


Cartas

21/03/2013

 

Alunos escrevem carta-manifesto

contra monstros invisíveis

 

Alunos da 3ª série do Ensino Médio, turma B, do Centro Educacional 08 do Gama, orientados pela professora Maria do Rosário do NR Alves, redigiram várias cartas relacionadas às atividades de educação ambiental. Vale a pena conferir alguns trabalhos:

 
 
Consumo desenfreado
 “A nosso ver, o consumo desenfreado da sociedade moderna é uma das maiores causas dos desastres ocorridos na natureza. Isso acontece porque, nos dias atuais, as pessoas estão cada vez sendo induzidas a consumirem mais, e com o mercado consumidor cada vez mais alto, é necessária a exploração de mais recursos naturais.
Sendo assim, ocorrem mais desmatamentos. Nas margens dos rios, lagos, das encostas das montanhas, Há mais extração de minerais e todos os tipos de recursos e com isso cria-se um efeito dominó.
Por isso, ocorre um dos maiores problemas ambientais, que é o Aquecimento Global. As suas consequências são: derretimento das geleiras Glaciais assim aumentando o calor e diminuindo o reflexo do sol, com o derretimento das geleiras aumentam também os furacões em 50%, causando sérios danos à população. 
Em meia década perdemos 90% das espécies de peixes e com as toxinas liberadas pelas indústrias somam 18 milhões de toneladas jogadas ao mar, o que ajuda em nada na preservação da vida marinha. Conclusão: todos os organismos da biosfera estão em declínio. O que estamos fazendo para melhorar essa realidade? Qual a herança que estamos deixando para as novas gerações?
Alunos:  Ana Diulia-3, Gabriel Costa-9, Mayara Feitosa-24, Phidel Kastro-26
 
 
Políticas públicas
“A sociedade vem enfrentando diversos problemas ambientais tais como: aquecimento global, alteração nos regimes de chuva, perda de biodiversidade, desmatamento, desertificação, poluição do ar e da água, perda de fertilidade dos solos, dentre outros que afetam a vida humana.
Sabemos que existem diversos problemas na política ambiental de governo como a extensão de importantes setores dentro dos órgãos de meio ambiente, graves deficiências estruturais dos órgãos ambientais federais, que dificultam o desenvolvimento e a implementação das políticas públicas voltadas ao tratamento da questão ambiental, inexistência de planejamento e precariedade na gestão no Ibama.
Há também deficiências no serviço florestal brasileiro com existência de incongruências entre as missões institucionais e suas diretrizes, nas estruturas organizacionais, nas prioridades dos órgãos, nas linhas de ação, além da inexistência de metas claras para orientar e avaliar suas ações entre outros.
Carlos Henrique, Dennis Vinicius, Douglas de Sousa e Renan Vinicius - CED-08 - Gama DF
 
 
Mudança de atitude
Percebemos que a cada ano as temperaturas estão ficando mais elevadas, assim, perdemos totalmente o controle sobre o clima. Como exemplo desse descontrole, alguns anos atrás as estações eram bem definidas, o verão era um período de elevadas temperaturas e dias mais longos, o inverno era um período de baixas temperaturas, mas hoje, as temperaturas ou são elevadas demais ou são baixas demais.
Com essa desorganização do clima, pessoas, animais e plantas estão sofrendo as consequências. Com a ajuda da poluição, do descontrole climático, dentre outros, as doenças raras estão ficando comuns tais quais, câncer, alergias, dores de cabeça.
Diante de todo o exposto temos a firme convicção de que é preciso mudar sua atitude em relação ao meio ambiente. A ação individual é importante, se cada um fizer a sua parte teremos uma vida melhor. 
Alunos: Ana Cristina-2, Karine de Sousa-15, Luana Letícia-19 e Raquel Dias-28
 
 
Preservação ambiental
‘Somos contra o desmatamento, a poluição e qualquer forma de agressão ao meio ambiente. Do nosso ponto de vista o planeta está em completo declínio ambiental. Podemos colocar em questão os desastres naturais, o consumo excessivo, o aquecimento global, a extinção de várias espécies animais e tantos outros problemas que causamos ao meio em que vivemos.
       Conforme já registrado por inúmeros ambientalistas, se não tomarmos as providências necessárias e não melhorarmos nossas ações, em poucos anos sofreremos ainda mais as consequências dos nossos atos, pois a natureza não consegue substituir em ritmo acelerado tudo aquilo que retiramos excessivamente. Se cada um de nós fizer nossa parte, reduziremos parcialmente os danos causados ao planeta’.
Alunos: Krys Ellen Lins, Grazielle Gualbert , Welberth Ferreira, Luiz Guilherme.
 
 
Desmatamento: tolerância zero
‘O fato de não cuidarmos da natureza está se agravando cada dia mais, a falta de conscientização das pessoas está afetando o futuro da nação e o futuro da humanidade.
A gravidade do problema é altamente preocupante, pois todos os organismos estão em declínio. Já não é possível encontrar água potável em grande abundância, as florestas estão destruídas e desmatadas, o ar que respiramos é poluído, ou seja, não temos estabilidade, estamos destruindo o meio ambiente, e nos destruindo automaticamente.
Lembremos ainda que, por conta do desmatamento, os habitats naturais estão sendo destruídos e não há como voltar atrás, pois muitos animais já estão extintos’.
Alunos do CED-08 (Juliana Alves, Elizabeth Herllen, Thamilla,Tatiane, Wallafi)
 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Comida no lixo


Metade da comida do mundo vai parar no lixo, diz relatório
BBC BRASIL Atualizado em  10 de janeiro, 2013 - 10:13 (Brasília) 12:13 GMT



Um relatório de uma organização britânica indica que até metade de toda a comida produzida a cada ano no mundo, ou cerca de dois bilhões de toneladas, vão parar no lixo.


O documento, intitulado Global Food; Waste not, Want not ("Alimentos Globais; Não Desperdice, Não Fique Sem", em tradução livre), diz que o desperdício está ocorrendo devido a uma série de motivos, entre eles as condições inadequadas de armazenamento,consumidores que compram sem necessidade e a adoção de prazos de validade demasiadamente rigorosos.


Outro problema é a preferência dos consumidores por alimentos com um formato ou cor específicos. O estudo diz que até 30% das frutas, verduras e legumes plantados na Grã-Bretanha sequer são colhidos por causa de sua aparência.


O desperdício de alimentos também implica em desperdício de recursos usados para a produção deles, como água, áreas para agricultura e energia, alertou o relatório publicado pela Institution of Mechanical Engineers, uma organização que representa engenheiros mecânicos e reúne cem mil membros no Reino Unido.


Alimentos jogados no lixo


Promoções nos supermercados e preferências dos consumidores agravaram o problema


Ofertas nos supermercados


A ONU prevê que até 2075 a população mundial chegue a 9,5 bilhões de pessoas, um acréscimo de 3 bilhões em relação à população atual, o que reforça a necessidade de se adotar uma estratégia para combater o desperdício de alimentos e, assim, tentar evitar o aumento da fome no mundo.


De acordo com o relatório, o equivalente a entre 30% e 50% dos alimentos produzidos no mundo por ano, ou seja, entre 1,2 bilhão e 2 bilhões de toneladas, nunca são ingeridos.


Além disso, nos Estados Unidos e na Europa, metade da comida que é comprada acaba sendo jogada fora.


"A quantidade de comida desperdiçada e perdida no mundo é assombrosa. Isto é comida que poderia alimentar a crescente população mundial além de todos aqueles que atualmente passam fome."

Tim Fox, diretor da Institution of Mechanical Engineers


Tim Fox, diretor de Energia e Meio Ambiente da Institution of Mechanical Engineers, disse que o desperdício é "assombroso". "Isto é comida que poderia alimentar a crescente população mundial além de todos aqueles que atualmente passam fome."


"As razões desta situação variam das técnicas insatisfatórias de engenharia e agricultura à infraestrutura inadequada de transporte e armazenamento, passando pela exigência feita pelos supermercados de que os produtos sejam visualmente perfeitos e pelas promoções de 'compre um, leve outro grátis', que incentivam os consumidores a levar para casa mais do que precisam", disse.


Água


O relatório alertou que atualmente 550 bilhões de metros cúbicos de água estão sendo desperdiçados na produção de alimentos que vão para o lixo.


E o problema pode se agravar. Segundo a Institution of Mechanical Engineers, o consumo de água no mundo chegará a até 13 trilhões de metros cúbicos por ano em 2050 devido ao crescimento da demanda para produção de alimentos.


Isso representa até 3,5 vezes o total de água consumido atualmente pela humanidade e gera o temor de mais escassez do recurso no futuro.

O alto consumo de carne tem grande influência nesse aumento de demanda, visto que a produção de carne exige muito mais água do que a produção de alimentos vegetais.


"À medida que água, terra e energia passam a ser mais disputados devido à demanda da humanidade, os engenheiros tem um papel crucial a desempenhar no sentido de prevenir a perda e o desperdício de alimentos, desenvolvendo formas mais eficientes de produção, transporte e armazenamento", disse Fox.


El precio oculto de los alimentos, por Miguel Ángel Ortega

Publicado em janeiro 10, 2013 por HC



En un informe publicado en 2010, la ONU reconoció que la agricultura y los combustibles fósiles son las dos principales amenazas para el medio ambiente de la Tierra. La mayoría de los lectores entenderán rápidamente la alusión a los combustibles fósiles, pero seguramente la calificación de la agricultura como amenaza ambiental planetaria requiere una explicación más detenida.



Probablemente, el impacto más obvio de la agricultura sobre la naturaleza es la deforestación de enormes superficies para conseguir tierras de cultivo. Esta práctica es responsable del actual paisaje de grandes extensiones tanto en España como en otros países. El crecimiento de la población mundial conlleva una continua expansión de las tierras agrícolas a costa de ecosistemas de elevada biodiversidad, como es el caso de las selvas tropicales y otros bosques de países en vías de desarrollo. En este sentido, dos de los cultivos más nocivos para la salud del planeta son la soja y la palma de aceite. El aceite extraído de esta palmera es ingrediente de margarinas, cereales, patatas fritas, dulces, jabones, cosméticos, etc. En las etiquetas de los alimentos figura como “grasas o aceites vegetales”.

El comercio de larga distancia aumenta el perjuicio sobre el clima, puesto que incrementa la quema de combustibles fósiles para el transporte de los productos y, con ella, las emisiones de CO2, el principal gas responsable del cambio climático. Éste es uno de los rasgos de la Globalización, y afecta también a la agricultura. Por ello es muy aconsejable comprar alimentos de temporada producidos lo más cerca posible del punto de consumo. Este planteamiento es hoy día un tanto polémico, puesto que en opinión de algunas instituciones perjudica la economía de países en vías de desarrollo agroexportadores. En mi opinión, lo que realmente perjudica a estos países es su especialización en un tipo de agricultura de exportación que conlleva considerables inconvenientes, entre los cuales se pueden citar:

  • La concentración de la capacidad inversora y productiva del país en una actividad generadora de bajo nivel añadido y muy expuesta a vaivenes de precios.
  • La generación de desequilibrios sociales, pues se trata de agricultura intensiva que requiere grandes superficies, gestionada por empresas agroindustriales y que margina a los pequeños propietarios. Además está destinada más a cubrir la demanda de exportación que la propia demanda interna, por lo cual se llega a dar la paradoja de que algunos países exportadores de alimentos sufren hambrunas periódicamente.
  • Su elevado impacto ambiental y alto consumo de recursos naturales, como el agua y la energía.


La dimensión más lesiva social y ambientalmente de la agricultura es la producción no vinculada directamente a la alimentación humana. Aquí entran la producción de “alimentos” para coches (agrocombustibles) y para el ganado. Los agrocombustibles se impulsaron precisamente para sustituir a la gasolina y al gasóleo y así luchar contra el cambio climático. Pero diversos estudios han demostrado que muy a menudo el cultivo de estas plantas, su procesado y transporte consume más energía y produce más emisiones de gases de efecto invernadero (CO2, metano, N2O) que las que se evitan con su quema en los motores de los coches. Además, desde el punto de vista ético, es bastante cuestionable dedicar tierras a “alimentar” coches, cuando hay todavía muchas necesidades alimenticias humanas por satisfacer.

En el caso de los piensos y el forraje para criar el ganado se produce también un uso muy ineficiente de la tierra. Según un estudio citado en la Revista Ambienta (editada por el Ministerio de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente), mientras para producir un kg de vegetales se requieren 1,7 m2 de superficie, para producir un kg de carne es preciso ocupar unos 7 m2. La importación de alimento para el ganado es un gasto enorme, responsable del déficit del comercio agrícola español. Este es otro aspecto muy desfavorable, puesto que la inmensa mayoría de esas importaciones procede de América, y el transporte implica un plus de contaminación y de efecto invernadero, responsable del cambio climático. Según el citado artículo de la Revista Ambienta, si quisiéramos producir en España la cantidad de piensos y forrajes importados que come nuestro ganado, necesitaríamos dedicar en exclusiva a este fin una superficie equivalente a la de Navarra. Desde el punto de vista energético es un absurdo puesto que, de nuevo según Ambienta, la energía contenida en los alimentos que consumimos los españoles asciende a 235 Petajulios, pero para producirla se gastan 1.400 (equivalente a casi 239 mil millones de calorías).

Por ello no es de extrañar que la producción de un filete de vacuno de 120 gr para el mercado español genere, en el mejor de los casos, 3,18 kg de CO2, lo cual es comparable a recorrer 22 km con un coche de tipo medio. Y digo “en el mejor de los casos” porque esta cifra surge de suponer que la carne importada no procede de tierras que antes eran bosque, y eso es mucho suponer. En términos energéticos y medioambientales es mucho más eficiente el consumo de vegetales.

Una vez más encontramos un ejemplo de aquello de que “es de necios confundir valor y precio”. En realidad vivimos de prestado, pues una parte del precio real de las cosas lo van a pagar las generaciones futuras, quienes vivirán en un planeta más deteriorado, extremo en lo que al clima se refiere y quienes, por tanto, deberán soportar los costes económicos de esas peores condiciones de vida. Es necesario que seamos muy conscientes de todo esto, porque, en definitiva, nuestra comodidad puede significar la desgracia de otras personas, muchas de las cuales ni siquiera han nacido. Ecoportal.net

Por Miguel Ángel Ortega. Economista y director de la Asociación Reforesta

Asociación Reforesta


O desperdício de até 40% de alimentos custa caro aos EUA

Publicado em agosto 28, 2012 por HC



desperdício de alimentos


Os americanos desperdiçam até 40% de sua comida a cada ano, enchendo aterros sanitários com pelo menos US$ 165 bilhões em hortifrutigranjeiros e carnes numa época em que centenas de milhões de pessoas passam fome em todo o mundo, segundo análise divulgada na terça-feira pelo Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês). Matéria do Washington Post, em O Estado de S.Paulo.


A análise, uma compilação de estudos e estatísticas, revela que há desperdício desde a fazenda até o garfo, mesmo agora que a seca ameaça elevar o preço dos alimentos. Os recursos que o governo dedicou para identificar onde estão as deficiências e como combatê-las são irrisórios em comparação com os esforços em curso na Europa.


Por enquanto, os preços americanos relativamente baixos facilitam o desperdício de comida, o que pode explicar a razão porque a família americana média de quatro pessoas termina jogando no lixo o equivalente a US$ 2.275 em comida todo ano, diz o relatório. Essa tendência perdulária piorara como tempo e hoje o americano médio desperdiça 10 vezes mais comida do que um consumidor do Sudeste Asiático e 50% mais do que nos anos 70.


“Não surpreende que a comida seja o maior componente do lixo sólido nos aterros”, disse Dana Gunders, cientista do NRDC que assina o estudo. A frustração dos ambientalistas é que recursos naturais – água, terra e energia – são usados para produzir todo esse alimento não consumido. “Estamos jogando fora quase a metade da comida que cruza nosso caminho”, disse Gunders. “É dinheiro jogado no ralo.”


A análise cita pontos fracos em cada etapa da cadeia produtiva. Na fazenda, os plantadores, às vezes, não colhem alimentos em razão dos preços ruins do mercado, que dificultam a recuperação dos custos.


O mercado também obriga os plantadores a selecionar as plantas que colhem, removendo alimentos com manchas ou outros defeitos cosméticos. O relatório cita um fazendeiro que estima que 75% dos pepinos que ele joga fora são comestíveis e uma empresa embaladora de tomate que afirma poder encher um caminhão de lixo com cerca de 10 mil quilos de tomates descartados a cada 40 minutos.


Quando bens perecíveis são embarcados de navio, eles também são rejeitados por distribuidores responsáveis por levá-los ao comércio local e por bancos de alimentos, que, às vezes, recebem quantidades maiores do que podem usar.


No entanto, muitos estudos sugerem que a maior parte do desperdício ocorre nas lojas e casas. O governo estima que supermercados percam US$ 15 bilhões por ano só em frutas e legumes não vendidos. O NRDC atribui parte dessas perdas ao excesso de produtos estocados para impressionar consumidores.


Em restaurantes, que também sofrem prejuízos com o desperdício de alimentos, tamanhos de porções que excedem os recomendados pelo governo desempenham papel importante. Ano passado, associações industriais lançaram uma iniciativa para ajudá-los a doar mais comida e reduzir os 36 milhões de toneladas de alimentos enviados aos lixões a cada ano.


A Europa, porém, saiu na frente. O Parlamento Europeu adotou uma resolução que cortará o desperdício pela metade até 2020. Na Grã-Bretanha, há cinco anos, alguns varejistas já estão usando promoções para desencorajar consumidores a comprar mais do que precisam – do tipo “compre a metade”, em vez da tática de “compre um e leve dois” usada nos EUA.


Segundo pesquisa do Shelton Group, 39% dos americanos classificaram o desperdício de comida como sua principal “culpa” – bem acima de deixar as luzes acesas ao sair (27%) ou não reciclar (21%). Suzanne Shelton, fundadora do grupo, disse que as pessoas têm as melhores intenções ao encher as sacolas de supermercado, mas a vida acaba interferindo. “Ficamos atolados no trabalho e nos vemos comprando uma pizza na volta para casa”, disse. “No fim de semana, jogamos fora a comida estragada da geladeira.” / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK


EcoDebate, 27/08/2012